domingo, julho 27, 2008

E se eu tentasse?!

Muitas vezes deixamos de fazer algo por medo das conseqüências, de não dar certo, medo de arriscar, mas aí depois nos arrependemos por não ter tentando, temos curiosidade de saber como teria sido, então esse arrependimento passa a ser maior e pior que o medo.
Quando tenho medo de alguma coisa, por maior que ele seja, sei que se quizer um dia irei superá-lo. Agora quando deixo de fazer alguma coisa por medo me arrependo profundamente de não ter tentando, e aí já não posso mais voltar atrás, e esse arrependimento me faz sofrer muito mais do que aquele medo, então percebo que fui fraca quando na realidade não sou assim. E a pergunta muda de "e se eu tentasse?" para "como seria se eu tivesse tentando?". Sem dúvidas, a 2ª é bem pior que a 1ª.

Para pensar: "O MEDO PASSA QUANDO A GENTE NOTA QUE PODERIA TER FEITO MAIS" by. Jeh Moraes



Remorso (Olavo Bilac)

Às vezes, uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse

sexta-feira, julho 25, 2008

Juno



Esses dias assisti à um filme na escola que tinha tudo para ser o mais chato e banal possível, sobre uma garota que engravida aos 16 anos de seu melhor amigo. Mas aos poucos essa comédia norte-americana mostrou-se um filme inteligente, diferente, que fugiu aos padrões atuais, mas que sem muitas surpresas contou essa história de uma forma que de banal não tinha nada.
A personagem que dá nome ao filme JUNO, brilhantemente interpretada por Ellen Page, era uma garota espertíssima que sempre com respostas inteligentes e irônias conseguia o que queria, mas que acidentalmente engravidou de seu melhor amigo. Sua primeira reação foi pensar em abortar seu bebê, mas essa idéia foi descartada assim que Juno ficou sabendo por uma colega que faz protesto em frente a uma clínica de abortos que seu bebê tinha unhas. Então ela decide procurar nos classificados o casal "perfeito" para adotar seu filho. Mark e Vanessa são os escolhidos, um casal rico e feliz que parece ter uma vida perfeita, que aos poucos vai se mostrando não ser tão perfeita assim e é a presença de Juno que revela alguns 'deslizes' desse casal.
Esse filme que ganhou o Oscar de melhor roteiro original mostrou-se muito polêmico desde o começo, pois sua roteirista é a estreiante Diablo Cody uma ex-stripper que acertou em cheio ao criar um roteiro com um cinismo sem exageros, diálogos inteligentíssimos, personagens comuns, mas muito bem definidos como pessoas normais.
Todo o filme é muito bem elaborado, com detalhes que vão desde a personagem principal ter um telefone em formato de cheesseburger até sua trilha com estilo indie, às vezes até com um ar de canções de ninar, mas que contribuem para que essa história fique no ponto certo.
Nem mais, nem menos precisa ser mudado, o filme é bom por ser como é, um filme esperto, inteligente, que consegue fazer de uma história banal um filme que todos adolescentes deveriam assistir. Resumindo esse é tipo de filme que dá vontade de assistir várias e várias vezes.



terça-feira, julho 22, 2008

Muito Tempo sem Postar

Pois é, fazia muito tempo mesmo que eu não postava no blog, pra falar bem a verdade, fazia muito que eu nem sequer abria o blog, tinha até esquecido dele. Mas agora voltei, decidi que vou me dedicar mais à ele, vou buscar assuntos para postar, vou me empenhar...

Esperem, novidades virão...